quinta-feira, 13 de maio de 2010
Sobrevivência de crias de cegonha sem os progenitores
Em resposta às questões do Lms, João e Pedro: Se um dos progenitores desaparecer, o outro deverá continuar a alimentar as crias. No entanto, a frequência de entrega de alimentos às crias deverá diminuir e poderá não ser suficiente para suprir as necessidades de alimento de todas as crias. Em relação à questão de se as crias de cegonha que caem do ninho serem ou não alimentadas pelos progenitores, podem ocorrer ambas as situações. Se uma cria cair do ninho, e se se verificar que não está a ser alimentada pelos progenitores, pode ser recolocada no ninho se este for acessível e se as crias ainda forem bastante pequenas (se já forem mais crescidas pode haver o perigo de as restantes crias saltarem do ninho com a aproximação das pessoas, por isso o acesso ao ninho deve ser evitado). Em alternativa, pode ser entregue a um centro de recuperação de animais selvagens. Nestes locais, as aves selvagens são alvo de cuidados veterinários, recebem alimentação adequada e os contactos com os humanos são reduzidos ao mínimo, de modo a permanecerem "selvagens". Se tiverem contactos muito próximos com humanos, as aves podem não aprender a sobreviver sozinhas no meio natural (não conseguir encontrar alimento ou não evitar situações de perigo) e/ou identificar-se com os seres humanos em vez de se identificarem com a sua própria espécie. Quando isto acontece, a libertação posterior no meio natural é difícil e as probabilidades de sobrevivência são reduzidas. Poderá ter sido isto que aconteceu à cegonha Alice, que teve de ir para o Jardim Zoológico, segundo as informações do João (7 de Maio).