terça-feira, 13 de julho de 2010
Esclarecimentos
Não é fácil saber ao certo o que terá acontecido às cegonhas que já saíram do ninho e não regressaram. Sabemos que é relativamente comum que algumas saídas do ninho sejam mais atribuladas que outras, quer por um desequilíbrio ou pelo instinto que leva as crias a saltar para o voo quando assustadas, ao contrário do que acontece nas primeiras semanas de vida, quando ficam imóveis face a situações de perigo. Apesar de apresentarem uma plumagem completa, os músculos das asas das jovens cegonhas podem não estar ainda totalmente desenvolvidos, o que poderá dificultar o regresso aos inexperientes voadores, em particular em situações de primeiro voo não voluntário. Outra coisa a ter em conta é a variabilidade de cada indivíduo. Exemplo disso são os diferentes ninhos que temos seguido – nas Renatas as crias continuam a frequentar regularmente o local de nascimento, ao contrário dos Zacarias que já mal surgem no ninho. Tal como já referimos anteriormente, assinalamos que os progenitores continuam a alimentar as crias quando elas se encontram fora do ninho.