quarta-feira, 21 de julho de 2010

Por que é que as espécies têm nomes comuns e nomes científicos?

Olá a todos. A questão levantada pelo Luis (Cascais) foca um tema ainda não abordado aqui. Por que é que as espécies têm nomes comuns e nomes científicos?

O Homem desde sempre precisou atribuir nomes às coisas para poder comunicar. Assim, relativamente aos animais, atribuiu-lhes nomes que facilmente os identificavam: os nomes comuns ou também chamados nomes vulgares das espécies.

Assim aconteceu que a mesma espécie assumiu por vezes, nomes diferentes em diferentes regiões, tal como o contrário também aconteceu: povos de diferentes pontos do mundo atribuíram o mesmo nome comum a espécies distintas. À medida que a comunicação entre povos foi aumentando, nomes que facilmente identificavam uma “espécie” começaram a confundir-se com os nomes de outras “espécies” de outros locais.



Para comunicar de forma mais exacta e sem ambiguidades, a comunidade científica precisou baptizar as espécies com um nome único e inequívoco, igual em qualquer parte do mundo. Assim surgiu o nome científico, propositadamente em latim por esta ser uma língua morta e que portanto já não evoluiria ao longo dos tempos – a forma correcta de o escrever é com o tipo de letra itálico (quando escrito à mão, deve ser sublinhado). Actualmente os cientistas esforçam-se por reunir consenso de forma a escolher 1 só nome científico válido para cada espécie.

Respondendo directamente à questão do Luis: nomes comuns traduzidos à letra acabam por não trazer garantias na identificação e a melhor forma é mesmo considerar só o nome científico da espécie.

Em Portugal Pandion haliaetus é conhecido por Águia-pesqueira ou Guincho e encontra-se criticamente ameaçada para o território nacional, embora tenha uma distribuição mundial ampla.

A espécie Haliaeetus albicilla, vulgarmente chamada de Águia-rabalva em Portugal, está dada como extinta para o nosso país pela IUCN (www.iucnredlist.org), o que significa que há muitos anos que não é vista por cá.